sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Metro de Gondomar com ligação à linha de Leixões

http://jn.sapo.pt/2008/02/22/porto/metro_gondomar_ligacao_a_linha_leixo.html

Na futura linha de Gondomar
, circularão dez composições por hora fora do período de ponta

Carla Sofia Luz

O projecto de execução da linha entre o Estádio do Dragão e Gondomar, que, nesta primeira fase, só será rasgada até à Venda Nova, em Rio Tinto, abre a porta à futura utilização da linha ferroviária de Leixões, sem transporte de passageiros há mais de 40 anos, O desenho possibilita a ligação à via-férrea na zona entre as novas estações de S. João de Deus e do Parque Nascente. Prevê, ainda, que entre Lourinha e Paço possa surgir a extensão a Valongo.

Embora a linha completa possua 11,2 quilómetros e 17 estações, o troço a executar até Venda Nova contará com nove paragens - Contumil, Nicolau Nasoni, S. João de Deus, Parque Nascente, Rio Tinto, Lourinha, Paço, Carreira e Venda Nova -, que serão servidas por 20 composições por hora em ambos os sentido em período de ponta (das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas). Fora das horas de ponta, circularão dez veículos por hora. O período nocturno (das 23 à 1 hora e das 6 às 7 horas) contará com oito viaturas. Tal como noticiou o JN, os tram-trains podem ser usados nesta linha, pois dispõem de um "maior número de lugares sentados" e atingem "maiores velocidades médias" de circulação.

As informações contam do relatório de conformidade ambiental do projecto de execução da Linha de Gondomar, elaborado pela COBA (o projecto está em fase de pós-avaliação pela Agência Portuguesa do Ambiente, que contempla um curto período de discussão pública de 11 dias até ao próximo dia 6). A regularização do Rio Tinto, sobretudo na zona de Lourinha, para reduzir as situações de cheia e a inserção urbana e paisagística da linha do metro são consideradas fundamentais para minimizar o impacto ambiental da intervenção.

Apesar dos milhões investidos em obras de inserção urbana terem gerado grande polémica entre os autarcas e o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, surge agora como um trabalho indispensável para a obtenção do aval da Agência Portuguesa do Ambiente. Isto, porque diminuirá e compensará "os impactos negativos da obra" e garantirá " a harmoniosa integração da via no meio urbano". O metro circulará quase sempre pela faixa lateral e faixa central de vias rodoviárias existentes e projectadas.

No relatório, indica-se que, à saída das Antas, o metro seguirá pelo lado direito da Rua de Conde de Castelo Melhor até à Estação de Contumil. Na zona, nascerá uma avenida. Segue, depois, em túnel (com 970 metros) por baixo da Linha do Minho e da Estrada da Circunvalação, surgindo à superfície após o centro comercial Parque Nascente.

O metro cruza o vale do rio Tinto, desenvolvendo-se para Norte até Paço e passando pelo jardim e pelas piscinas de Rio Tinto, pela escola secundária de Lourinha e pela zona desportiva de Paço. Está projectada outra via que levará as composições até Carreira e Taralhão, onde será erguido um viaduto com 498 metros no vale do rio Torto. Ao longo da linha, será criado mais estacionamento. Edificarão ainda parques em Lourinha, Paço e Venda Nova.

Hospital disse que não ia respeitar PDM

http://jn.sapo.pt/2008/02/22/porto/hospital_disse_nao_respeitar_pdminte.html


"Interesse público está mais que justificado"

Maria José Azevedo

Vereadora

A Casa de Saúde da Trofa 'anunciou', no final do mês passado, que ia violar o PDM. Apresentou um projecto para o hospital que contempla sete pisos acima do solo, mesmo antes de ser declarado o estatuto de Interesse Público Municipal. E o PDM de Valongo só permite seis pisos

Interesse público está mais que justificado"

José Luís Pinto

Vereador

O Hospital de Alfena vai criar cerca de 400 postos de trabalho, num investimento que ronda os 30 milhões de euros. Por outro lado, não podemos esquecer que em Valongo há cerca de 14 mil pessoas sem médico de família. Penso que está mais que justificado o interesse público"

Alfena no centro da polémica (violação do PDM)

http://jn.sapo.pt/2008/02/22/porto/alfena_centro_polemica.html


Reis Pinto

A declaração do estatuto de Interesse Público Municipal ao Hospital de Alfena e a um loteamento a construir naquela freguesia estiveram, ontem, no centro das atenções da reunião da Câmara de Valongo. Maria José Azevedo, vereadora eleita pelo PS, considerou os dois actos "nulos", configurando um "desvio de poder". José Luís Pinto, vereador do Urbanismo e autor das duas propostas, acusou a vereadora de "já não estar a lutar pelos interesses do concelho".

No caso do Hospital de Alfena, a proposta permitirá que o edifício tenha mais um piso que a cércea prevista pelo PDM. No loteamento denominado "Quinta da Bandeirinha", José Luís Pinto afirmou que o promotor "nada ganha" com as cedências que fez à Autarquia (irá construir um arruamento e doar uma casa) em troca de capacidade construtiva.

"A proposta não está fundamentada e o regulamento do Plano Director Municipal é claro quando afirma que, em caso algum, um estatuto de interesse público pode ser atribuído a um projecto de loteamento - seja de entidades públicas ou privadas - que vise o lucro legítimo por venda, permuta ou arrendamento", afirmou Maria José Azevedo ao JN.

José Luís Pinto indignou-se com as declarações da vereadora que "mente quando diz que o interesse público não está justificado". "No protocolo assinado, em 2006, com a Casa de Saúde da Trofa, a Câmara comprometeu-se a declarar o Interesse Público. E o hospital só terá mais um piso por questões técnicas, aprovadas pelo Ministério da Saúde. Penso que Maria José Azevedo já não está a lutar pelos interesses do concelho", concluiu.

A vereadora diz que não comenta "justificações de quem não tem argumentos". "Não nos ficaremos pela declaração de voto", destacou.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Câmara "inoperante" contra aterros ilegais

http://jn.sapo.pt/2008/02/08/porto/camara_inoperante_contra_aterros_ile.html

Os aterros ilegais no concelho de Valongo, alguns dos quais denunciados, na passada semana, pelo JN, estiveram em foco na reunião pública de ontem da Câmara de Valongo. Maria José Azevedo, vereadora eleita pelo PS, considerou que a "Câmara de Valongo tem sido "incompetente". O vereador do Ambiente, José Luís Pinto, sublinhou que "tudo tem sido feito" e que há uma empresa que já foi fiscalizada "centenas de vezes", mas que "já desrespeitou duas posses administrativas".

O maior dos aterros tem vindo a crescer, desde 2001, e situa-se a cerca de cinco minutos do centro da cidade, junta à urbanização Nova Valongo. É "explorado" pela referida empresa, que cobra por cada camião que despeja entulho em terrenos privados e mantém em funcionamento ilegal uma britadeira.

Posses administrativas

"Já efectuámos duas posses administrativa, selámos o terreno e colocámos barreiras, que no dia seguinte apareciam retiradas. A empresa tem dois processos-crime, a correr desde 2005, e todos os dias é fiscalizada. Vamos elaborar um relatório que entregaremos oportunamente à vereadora", afirmou José Luís Pinto.

As explicações, no entanto, não convenceram Maria José Azevedo, para quem esta situação "mais não traduz senão a inoperância dos executivos do dr. Fernando Melo em matéria de Ambiente, ao longo dos 14 anos que leva de mandato".

"É inaceitável que se tenha deixado chegar àquela situação, onde está patente a incompetência da Câmara, quanto mais não seja por omissão, de assumir, até ao fim, as competências que a lei lhe confere nesta matéria", referiu a vereadora.

Para Maria José Azevedo, "se em vez de dois fiscais os serviços pudessem contar com o auxílio dos outros que, diligentemente, andam à caça da multa nos parques de estacionamento concessionados a uma empresa privada, talvez o resultado pudesse ser outro". Reis Pinto

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Camas do hospital com ligação à Internet

http://jn.sapo.pt/2008/02/07/porto/camas_hospital_ligacao_a_internet.html


Especialidades clínicas são 19, todas equipadas com a mais recente tecnologia hospitalar

Carla Cruz

Já está em funcionamento o Hospital de S. Martinho, a nova unidade de saúde de Valongo, situado na Rua de Manuel de Arriaga. Trata-se da segunda unidade hospitalar privada anunciada no concelho em menos de uma semana.Com um investimento de cerca de 15 milhões de euros, a empresa PMV - Policlínica, S.A, pretende, desta forma, "dar resposta a um vasto leque de solicitações clínicas dos utentes das zonas do Grande Porto e Vale do Sousa. São cerca de 1,4 milhões de pessoas que necessitam de menos de 30 minutos para se deslocar ao Hospital de S. Martinho", referiu Joaquim Teixeira, administrador da empresa.

Provido da mais recente tecnologia ao nível de equipamento médico, no novo hospital está garantida, segundo Pereira Magalhães, novo director clínico, "uma alta qualidade no tratamento e internamento dos utentes."

Pensado na linha dos hospitais da nova geração, o Hospital de S. Martinho - que vai criar 150 novos postos de trabalho - aposta nos conceitos de total mobilidade e conforto do paciente cada uma das 47 camas dos 27 quartos possui um monitor no qual serão introduzidos os dados clínicos do paciente, e que, ao mesmo tempo, se transforma num simples televisor, rádio e computador com ligação à Internet. Encontram-se em funcionamento os serviços de imagiologia, atendimento permanente, o centro de consultas e a unidade de fisioterapia.

A Administração aguarda agora pela licença do Ministério da Saúde para que possam entrar em funcionamento os serviços de internamento e cirurgia.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Terrenos no centro da cidade 'invadidos' por aterros ilegais

http://jn.sapo.pt/2008/02/04/porto/terrenos_centro_cidade_invadidos_ate.html

Reis Pinto José Carmo


Milhares de toneladas de entulhos estão a ser depositadas, ilegalmente, em terrenos perto do centro da cidade de Valongo. Um deles, à face da A4 e da Avenida Dr. Fernando Melo, atingiu, em meia dúzia de anos, uma altura de cerca de 10 metros e ocupa hectares de terreno. A Câmara de Valongo reconhece a gravidade do problema e tem já um plano de intervenção, que irá envolver quase todos os departamento da Câmara, o Tribunal e as autoridades policiais. Os donos dos terrenos "serão admoestados", garantiu, ao JN, José Luís Pinto, vereador do pelouro do Ambiente da Câmara de Valongo.

Ao enorme aterro de Lagueirões ou do Lugar da Ribeira, chega-se através da Avenida do Dr. Fernando, uma via sem saída da fantasmagórica Nova Valongo, ou passando debaixo do viaduto da A4, no prolongamento da Avenida das Descobertas. Para desespero do proprietário, José Augusto, que diz nada poder fazer para impedir os camiões de depositarem o lixo.

"É aí que costumam estar dois homens que cobram uma quantia aos camiões que despejam o entulho neste terreno, que se transformou num aterro ilegal. O lixo é tanto que se foi espalhando e já invadiu a minha propriedade. O meu terreno ficava no final de uma descida, agora já tenho de subir para chegar lá. Penso que o aterro terá 10 metros de altura", afirmou, ao JN, José Augusto.

O cenário é desolador, com centenas de montes de entulho resultantes de obras. Telhas, pedaços de paredes, pedras de velhas casas, restos de sofás, de canalizações, de tudo um pouco ali se encontra. A cinco minutos do centro da cidade.

Maria José Azevedo, vereadora eleita pelo PS, considerou o terreno como "a zona de entulho da Área Metropolitana do Porto. Aqui deposita-se de tudo e impunemente".

A Autarquia confessa que esteve de mãos atadas. "O responsável pelos despejos tem dezenas de processos de contraordenação e dois processos-crime, mas não comparece em Tribunal. Já fizemos duas posses administrativas e selámos o local, mas ele rebentou os selos", afirmou José Luís Pinto.

A solução irá passar pela "vedação do terreno, pela vigilância policial, pela elaboração de um plano de urbanização e pela admoestação dos donos dos terrenos".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Futuro Parque Industrial em Alfena parte ao meio maioria PSD

http://www.avozdeermesinde.com/noticia.asp?idEdicao=134&id=4308&idSeccao=1233&Action=noticia

REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO


A reunião pública da Câmara Municipal do passado dia 24 de Janeiro registou um facto verdadeiramente insólito neste mandato. Quando se discutia uma Proposta de elaboração de alteração pontual do PDM de Valongo, de forma a contemplar a eventual futura instalação de um Parque Industrial em Alfena, a maioria dos vereadores do PSD absteve-se – numa votação idêntica à de toda a vereação socialista – deixando sós Fernando Melo e José Luís Pinto. Ainda assim, com dois votos a favor e sete abstenções, a proposta foi aprovada. A posição dos vereadores João Queirós, Miguel Santos e Mário Duarte, expressa em declaração de voto lida na reunião (ver ao lado) prende-se com a necessidade por estes entendida, de «assegurar a transparência e legalidade de procedimentos», impedindo a especulação imobiliária. A socialista Maria José Azevedo declarou em intervenção na altura, que subscreveria esta declaração dos vereadores do PSD.

Fotos URSULA ZANGGER
Fotos URSULA ZANGGER
A importância do ponto 5.1 da Ordem de Trabalhos da reunião pública da Câmara (“Proposta de elaboração de alteração pontual do PDM de Valongo”), dada a sua importância relativamente aos outros pontos em agenda, motivou o pedido da vereadora Maria José Azevedo para uma antecipação do momento da sua discussão, precedendo os restantes assuntos, dada a possibilidade de ter de se ausentar mais cedo da reunião. Foi também o momento do presidente da Câmara, Fernando Melo, apresentar os seus pêsames a Maria José Azevedo pelo recente falecimento da mãe da vereadora socialista – pêsames que de que “A Voz de Ermesinde” se faz eco publicamente.
De resto, a agenda da reunião pública contemplava alguns assuntos diversos – processo disciplinar a um funcionário, atribuição de subsídio de transportes a alunos compulsivos e fixação dos valores das taxas para pedidos de admissão de comunicação prévia de obras –, e vários assuntos referentes a obras e serviços municipais (sinalização vertical e horizontal na Rua Humberto Delgado com a Rua da Formiga, em Ermesinde, e na Rua Manuel Arriaga, em Campo, a aprovação da aquisição de duas parcelas de terreno destinadas à abertura da Via Distribuidora da Zona Industrial de Campo. Assuntos estes que foram rapidamente aprovados, sem discussão de maior.

PERÍODO
DE ANTES
DA ORDEM
DO DIA

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Entre outros assuntos abordados, o socialista Agostinho Silvestre falou da situação da Estrada Municipal 606, que se encontra com o piso intransitável e que é lugar de passagem obrigatório para quem se dirija à Escola Profissional. O seu correligionário António Gomes pediu explicações sobre rumores acerca de alterações previstas na forma como se processa a recolha de lixo no concelho.
Mário Duarte respondeu ao vereador socialista quanto à questão da Estrada Municipal n.º 606, estranhando que só agora aquele tivesse dado por isso. E adiantou informações sobre contactos entre as Estradas de Portugal e a Brisa, visando, através do estabelecimento dos montantes definitivos das indemnizações a pagar, desbloquear o processo de avanço da Via Distribuidora que permitiria, definitivamente pôr fim à sobrecarga actual da 606, permitindo chegar a Sobrado sem passar por esta estrada municipal. Apesar de reconhecer que simples arranjos não resolveriam o problema, iriam ser feitos arranjos nesta estrada, pelo menos no sentido de os minorar.
José Luís Pinto respondeu quanto à questão da recolha do lixo, evocando o princípio comunitário do utilizador-pagador e “anunciando” que os munícipes iriam ter de pagar 100 % do custo da recolha do lixo. Como solução relativamente ao modelo actual, viam-se ou a possibilidade de diminuir o número de dias em que é feita a recolha, ou aumentar o número de postos de recolha de lixo enterrados. Ao que António Gomes comentou que tal deveria ser muito bem explicado, depois de se andar a dizer que a solução dos contentores não era boa do ponto de vista da higiene e saúde pública e que não tinha sido instituída uma cultura de as pessoas pagarem o lixo que elas próprias produziam. Recordou ainda o protesto, em Gondomar, precisamente sobre a forma da recolha dos lixos urbanos.
Fernando Melo usou da palavra para se interrogar sobre a capacidade da população portuguesa suportar os custos da recolha do lixo.
Não houve nenhuma intervenção do público.

A QUESTÃO
DA ALTERAÇÃO
PONTUAL
DO PDM

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Dando início à discussão do ponto 5.1, Maria José Azevedo pediu um historial ao vereador responsável pela proposta – José Luís Pinto.
Segundo este, desenvolvidos que foram os contactos com a CCDRN, esta defendeu, em parecer, enviado à Câmara Municipal de Valongo, que se devia limitar a área em causa, alterando-se então só aí o PDM. Maria José Azevedo questionou se tal seria correcto, pois assim corria-se o risco de esquartejar o território em função de pressões pontuais de investidores, sem encontrar uma solução coerente.
Maria José Azevedo relembrou também que, para Alfena, o que estava previsto em termos de planeamento urbanístico era sobretudo a implantação de pequenas quintas, e questionou se essa perspectiva tinha sido abandonada, quando na altura tal tinha sido aprovado com o peso da unanimidade.
José Luís Pinto reafirmou essa perspectiva e sobre a questão das novas alterações do PDM não respeitarem a Reserva Ecológica nacional (REN), afirmou: «Respeitar a REN não significa manter a REN a 100%».
Esclareceu depois sobre os trâmites desta alteração, cujo primeiro passo seria, se aprovada nesta reunião, a permissão de alteração do PDM. Seguir-se-iam a elaboração da proposta de alteração – consultadas várias entidades, submetida a consulta pública, recolhidos os pareceres necessários –, que teria de voltar à Câmara. Ouvida de novo a CCDRN, seria, no final, remetida à Assembleia Municipal. A forma final da alteração poderia ser um Plano de Pormenor ou um Plano Urbanístico, ou outro instrumento que garantisse o planeamento.
Maria José Azevedo recomendou também à Câmara que o anúncio aos eventuais interessados se fizesse num meio de comunicação de dimensão nacional e visibilidade e não em órgãos locais gratuitos e de muito pouca difusão.
Alguns esclarecimentos finais, por parte de Fernando Melo, indicaram o nome do Prof. Paulo Pinho, da faculdade de Engenharia do Porto, como o novo responsável pelo estudo de revisão do PDM, o qual, também consultado sobre esta matéria, terá dado luz verde à proposta apresentada por José Luís Pinto.
Para dar informações mais precisas sobre as matérias em discussão foram chamados à sala os técnicos da Câmara, mas Maria José Azevedo acabou por se escusar a ouvi-los.

Hospital de Alfena estará pronto em Junho de 2009

http://jn.sapo.pt/2008/01/30/porto/hospital_alfena_estara_pronto_junho_.html

Hospital terá um tamanho "mediano". Será constuido por oito pisos

Carla Cruz


O Hospital Privado de Alfena (HPA), em Valongo, terá, de acordo com o futuro director clínico da unidade hospitalar, José Amarante, "equipamentos de última geração, do melhor que há no país". Foi desta forma que o responsável descreveu a futura unidade hospitalar do concelho de Valongo, ontem, na cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova unidade de saúde, que deve abrir no Verão de 2009.

O Hospital Privado de Alfena, nasce da parceria entre o Grupo Trofa Saúde, responsável pela concepção, gestão e desenvolvimento do HPA, e do Grupo Eusébios, encarregue da construção do mesmo. Trata-se de um hospital construído de raíz, apostado em reunir nas mais diversas especialidades o melhor equipamento e a melhor tecnologia para tratamento dos doentes. Ficará situado perto da rotunda do Megalito.

Ao mesmo tempo, a unidade de saúde pretende entrar em contacto com as demais unidades, acabando por funcionar entre si num sistema de rede, com troca de dados sobre pacientes.

No seu total, o projecto conta com um investimento de cerca de 30 milhões de euros. O edifício prima pela junção num mesmo espaço dos conceitos de funcionalidade aliada ao design e consegue também juntar arquitectura com engenharia hospitalar. Terá um tamanho médio, com cerca de 17.8787 metros quadrados, e será constituído por oito pisos. No novo hospital estarão concentrados todos os cuidados de saúde, com especial atenção para as áreas da Cardiologia de Intervenção, Oncologia, Medicina, Ortopedia e Reabilitação.

O objectivo passa por fomentar um sentimento de familiaridade entre médicos e pacientes, transmitindo a ideia de um hospital "acolhedor, onde as pessoas não se percam", salientou José Amarante. Com a criação do novo hospital, está prevista ainda a criação de 400 novos postos de trabalho.

Atento às mudanças que se têm verificando em todo o país na àrea da saúde, para o presidente da junta de freguesia de Alfena, Arnaldo Pinto Soares, o investimento privado feito no concelho é uma lufada de ar fresco e uma aposta no futuro. " As iniciativas privadas serão a mola real do crescimento e do desenvolvimento", referiu.

sábado, 26 de janeiro de 2008

"Concelho precisa de investimento". A alteração pontual do PDM para Alfena

http://jn.sapo.pt/2008/01/26/porto/concelho_precisa_investimento.html

A alteração pontual do Plano Director Municipal (PDM) para Alfena, tendo em vista a instalação de um parque industrial, foi considerada por José Luís Pinto, vereador do Urbanismo da Câmara de Valongo, como a medida "mais adequada e preconizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN). A medida consta da proposta que foi aprovada, anteontem, pela Câmara de Valongo, numa votação em que três vereadores do PSD se abstiveram. José Luís Pinto recusou-se a comentar o voto dos seu colegas de partido, mas insurgiu-se contra a posição tomada por Maria José Azevedo, vereadora eleita pelo PS.

"A proposta mais não é do que o iniciar do processo. A função dos políticos, e a mais difícil, é atrair investimento e a forma de os concretizar compete aos técnicos, havendo diversas formas legais de o fazer. Espantam-me estas dúvidas, tanto mais que Maria José Azevedo havia afirmado, em Outubro do ano passado, que a via a seguir 'outra não pode ser que não a elaboração de um Plano de Urbanização'. E essa não é a opinião da CCDRN", referiu o vereador.

O presidente da Junta de Freguesia de Alfena, Arnaldo Soares, também se insurgiu contra a votação de anteontem. "Querem matar a criança à nascença. Ainda há pouco tempo choravam o fecho da empresa Lear [de componentes automóveis] e agora parece que querem impedir a criação de cerca de 800 postos de trabalho. As preocupações são legítimas, temos de estar atentos, mas se não criarmos riqueza não a poderemos distribuir", afirmou o autarca ao JN.

Arnaldo Soares recordou que está em causa um investimento de cem milhões de euros e que se "o promotor andar mais um quilómetros poderá encontrar facilmente terreno noutro concelho". "Não podemos perder um projecto desta dimensão, principalmente com a economia em recessão", concluiu

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Fernando Melo isolado por autarcas do próprio partido

http://jn.sapo.pt/2008/01/25/porto/fernando_melo_isolado_autarcas_propr.html


Reis Pinto

O insólito aconteceu, ontem, na reunião pública da Câmara de Valongo. Uma proposta de alteração pontual do Plano Director Municipal (PDM) para a Zona Industrial de Alfena teve apenas dois votos a favor do vereador do Urbanismo, José Luís Pinto, e do presidente da Câmara, Fernando Melo. Os restantes três vereadores sociais-democratas (incluindo o vice-presidente da Câmara) abstiveram-se. Maria José Azevedo, eleita pelo PS, fala em "clara divisão política" e "moção de censura" a José Luís Pinto, autor da proposta. Fernando Melo afirmou ao JN não se incomodar com "estas guerrinhas". "Se eles tivessem votado contra tirava-lhes todos os pelouros", sublinhou.

A proposta de alteração do PDM já havia sido analisada numa reunião de Câmara, em Outubro passado, e Fernando Melo resolveu retirá-la. Em causa está um projecto de investimento que contempla a criação de cerca de 800 postos de trabalho.

No entanto, o terreno onde o projecto será implantado, junto ao nó de Alfena da A41, é de Floresta de Produção e de Reserva Ecológica Nacional e, por isso, é necessário alterar o uso definido em PDM.

Na
nova reformulação, José Luís Pinto afirmou ter tomado em linha de conta um parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que considerou a alteração do PDM como "a figura mais adequada" para a nova zona industrial. "Todos os procedimentos legais estão a ser seguidos e a proposta voltará de novo à Câmara após a consulta pública e de terem sido ouvidas todas as entidades", revelou o vereador.


Contrato de investimento

Os argumentos não convenceram os restantes deputados do PSD, João Queirós, Mário Duarte e Miguel Santos, que queriam "celebração de um contrato de investimento, através do qual se possa identificar e fixar os promotores/investidores". Contrato que visaria "garantir a efectiva realização do investimento e assegurar a distribuição das mais-valias geráveis", impedindo a retenção dos solos para "especulação imobiliária".

Os vereadores consideraram, ainda, que a execução de um projecto desta dimensão e a salvaguarda dos interesses ambientais "convidam a uma maior precaução, nomeadamente no que respeita à implementação de medidas preventivas".

"Não é brilhante"

Maria José Azevedo é de opinião de que o projecto para a Zona Industrial de Alfena "não parece brilhante". "A Zona Industrial de Campo está quase terminada e tem ligação directa ao IC24. Fazia sentido esperar que ela estivesse lotada antes de criar outra zona. Preocupa-nos esta pressa e não havia necessidade de ir a reboque dos investidores", afirmou, ao JN, a autarca do PS. Por outro lado, para Maria José Azevedo, "está mais clara a divisão no PSD" e a "censura a José Luís Pinto".

Fernando Melo revelou não ter tido "dúvida alguma" em subscrever a proposta após o parecer da CCDRN. O JN tentou, em vão, confrontar José Luís Pinto com as afirmações de Maria José Azevedo