| A Junta Metropolitana do Porto encomendou à arquitecta paisagista Teresa Andersen a elaboração de um plano de pormenor para a Serra de Santa Justa. O projecto deverá ser alvo de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional. |
terça-feira, 4 de março de 2008
Santa Justa candidata ao QREN
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
"Casos" de Alfena chegam à Justiça (alterações ao PDM)
http://jn.sapo.pt/2008/02/28/porto/casos_alfena_chegam_a_justica.html
Os pedidos de declaração de Interesse Público Municipal para o futuro hospital de Alfena e para o empreendimento "Quinta da Bandeirinha", igualmente naquela freguesia, que haviam sido aprovados na última reunião da Câmara de Valongo, foram ontem participados ao Ministério Público do Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel pelos vereadores eleitos pelo PS.
Esta Acção Administrativa Especial visa, por outro lado, a suspensão da eficácia dos actos - a aprovação daquele estatuto - para acautelar o eventual pagamento de indemnizações. "Pretendemos que, antes do estatuto de Interesse Público entrar em vigor sejam adoptadas medidas cautelares para evitar que a Câmara tenha, no futuro, de pagar avultadas indemnizações. Com os dois actos foram constituídos direitos a favor dos particulares que justificam a suspensão da sua eficácia", referiu, ao JN, a vereadora eleita pelo PS, Maria José Azevedo.
Na passada semana, os vereadores socialistas votaram contra as duas propostas apresentadas e aprovadas pela Autarquia, que segundo a vereadora, "alteram os limites de edificabilidade definido pelo Plano Director Municipal". "Consideramos os dois actos nulos por não estarem devidamente fundamentados e por configurarem um desvio de Poder. E a legislação é clara quando diz que as pessoas devem participar estes casos ao Ministério Público", recordou Maria José Azevedo ao JN.
Para o futuro Hospital de Alfena, a declaração de Interesse Público Municipal permitirá a construção de mais um piso além do previsto no PDM. No empreendimento Quinta da Bandeirinha" a declaração "permite maior capacidade construtiva".
Um entendimento que não é partilhado pela Câmara. Recorde-se que José Luís Pinto, vereador do Urbanismo (pelouro que, entretanto, lhe foi retirado), afirmou que no protocolo assinado, em 2006, com a Casa de Saúde da Trofa, "a Câmara comprometeu-se a declarar o Interesse Público Municipal". E, no caso da "Quinta da Bandeirinha", o vereador destacou que o promotor "nada ganha".
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Nem o braço-direito do presidente escapou
http://jn.sapo.pt/2008/02/26/porto/nem_o_bracodireitodo_presidente_esca.html
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| Melo chamou a si Obras, Planeamento Urbanístico e Desporto |
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Metro de Gondomar com ligação à linha de Leixões
http://jn.sapo.pt/2008/02/22/porto/metro_gondomar_ligacao_a_linha_leixo.html
Na futura linha de Gondomar, circularão dez composições por hora fora do período de ponta
Carla Sofia Luz
O projecto de execução da linha entre o Estádio do Dragão e Gondomar, que, nesta primeira fase, só será rasgada até à Venda Nova,
Embora a linha completa possua
As informações contam do relatório de conformidade ambiental do projecto de execução da Linha de Gondomar, elaborado pela COBA (o projecto está em fase de pós-avaliação pela Agência Portuguesa do Ambiente, que contempla um curto período de discussão pública de 11 dias até ao próximo dia 6). A regularização do Rio Tinto, sobretudo na zona de Lourinha, para reduzir as situações de cheia e a inserção urbana e paisagística da linha do metro são consideradas fundamentais para minimizar o impacto ambiental da intervenção.
Apesar dos milhões investidos em obras de inserção urbana terem gerado grande polémica entre os autarcas e o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, surge agora como um trabalho indispensável para a obtenção do aval da Agência Portuguesa do Ambiente. Isto, porque diminuirá e compensará "os impactos negativos da obra" e garantirá " a harmoniosa integração da via no meio urbano". O metro circulará quase sempre pela faixa lateral e faixa central de vias rodoviárias existentes e projectadas.
No relatório, indica-se que, à saída das Antas, o metro seguirá pelo lado direito da Rua de Conde de Castelo Melhor até à Estação de Contumil. Na zona, nascerá uma avenida. Segue, depois, em túnel (com
O metro cruza o vale do rio Tinto, desenvolvendo-se para Norte até Paço e passando pelo jardim e pelas piscinas de Rio Tinto, pela escola secundária de Lourinha e pela zona desportiva de Paço. Está projectada outra via que levará as composições até Carreira e Taralhão, onde será erguido um viaduto com
Hospital disse que não ia respeitar PDM
http://jn.sapo.pt/2008/02/22/porto/hospital_disse_nao_respeitar_pdminte.html
"Interesse público está mais que justificado"
Maria José Azevedo
Vereadora
A Casa de Saúde da Trofa 'anunciou', no final do mês passado, que ia violar o PDM. Apresentou um projecto para o hospital que contempla sete pisos acima do solo, mesmo antes de ser declarado o estatuto de Interesse Público Municipal. E o PDM de Valongo só permite seis pisos
Interesse público está mais que justificado"
José Luís Pinto
Vereador
O Hospital de Alfena vai criar cerca de 400 postos de trabalho, num investimento que ronda os 30 milhões de euros. Por outro lado, não podemos esquecer que em Valongo há cerca de 14 mil pessoas sem médico de família. Penso que está mais que justificado o interesse público"
Alfena no centro da polémica (violação do PDM)
http://jn.sapo.pt/2008/02/22/porto/alfena_centro_polemica.html
Reis Pinto
A declaração do estatuto de Interesse Público Municipal ao Hospital de Alfena e a um loteamento a construir naquela freguesia estiveram, ontem, no centro das atenções da reunião da Câmara de Valongo. Maria José Azevedo, vereadora eleita pelo PS, considerou os dois actos "nulos", configurando um "desvio de poder". José Luís Pinto, vereador do Urbanismo e autor das duas propostas, acusou a vereadora de "já não estar a lutar pelos interesses do concelho".
No caso do Hospital de Alfena, a proposta permitirá que o edifício tenha mais um piso que a cércea prevista pelo PDM. No loteamento denominado "Quinta da Bandeirinha", José Luís Pinto afirmou que o promotor "nada ganha" com as cedências que fez à Autarquia (irá construir um arruamento e doar uma casa) em troca de capacidade construtiva.
"A proposta não está fundamentada e o regulamento do Plano Director Municipal é claro quando afirma que, em caso algum, um estatuto de interesse público pode ser atribuído a um projecto de loteamento - seja de entidades públicas ou privadas - que vise o lucro legítimo por venda, permuta ou arrendamento", afirmou Maria José Azevedo ao JN.
José Luís Pinto indignou-se com as declarações da vereadora que "mente quando diz que o interesse público não está justificado". "No protocolo assinado, em 2006, com a Casa de Saúde da Trofa, a Câmara comprometeu-se a declarar o Interesse Público. E o hospital só terá mais um piso por questões técnicas, aprovadas pelo Ministério da Saúde. Penso que Maria José Azevedo já não está a lutar pelos interesses do concelho", concluiu.
A vereadora diz que não comenta "justificações de quem não tem argumentos". "Não nos ficaremos pela declaração de voto", destacou.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Câmara "inoperante" contra aterros ilegais
http://jn.sapo.pt/2008/02/08/porto/camara_inoperante_contra_aterros_ile.html
O maior dos aterros tem vindo a crescer, desde 2001, e situa-se a cerca de cinco minutos do centro da cidade, junta à urbanização Nova Valongo. É "explorado" pela referida empresa, que cobra por cada camião que despeja entulho em terrenos privados e mantém em funcionamento ilegal uma britadeira.
Posses administrativas
"Já efectuámos duas posses administrativa, selámos o terreno e colocámos barreiras, que no dia seguinte apareciam retiradas. A empresa tem dois processos-crime, a correr desde 2005, e todos os dias é fiscalizada. Vamos elaborar um relatório que entregaremos oportunamente à vereadora", afirmou José Luís Pinto.
As explicações, no entanto, não convenceram Maria José Azevedo, para quem esta situação "mais não traduz senão a inoperância dos executivos do dr. Fernando Melo em matéria de Ambiente, ao longo dos 14 anos que leva de mandato".
"É inaceitável que se tenha deixado chegar àquela situação, onde está patente a incompetência da Câmara, quanto mais não seja por omissão, de assumir, até ao fim, as competências que a lei lhe confere nesta matéria", referiu a vereadora.
Para Maria José Azevedo, "se em vez de dois fiscais os serviços pudessem contar com o auxílio dos outros que, diligentemente, andam à caça da multa nos parques de estacionamento concessionados a uma empresa privada, talvez o resultado pudesse ser outro". Reis Pinto
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Camas do hospital com ligação à Internet
http://jn.sapo.pt/2008/02/07/porto/camas_hospital_ligacao_a_internet.html
Especialidades clínicas são 19, todas equipadas com a mais recente tecnologia hospitalar
Carla Cruz
Já está em funcionamento o Hospital de S. Martinho, a nova unidade de saúde de Valongo, situado na Rua de Manuel de Arriaga. Trata-se da segunda unidade hospitalar privada anunciada no concelho em menos de uma semana.Com um investimento de cerca de 15 milhões de euros, a empresa PMV - Policlínica, S.A, pretende, desta forma, "dar resposta a um vasto leque de solicitações clínicas dos utentes das zonas do Grande Porto e Vale do Sousa. São cerca de 1,4 milhões de pessoas que necessitam de menos de 30 minutos para se deslocar ao Hospital de S. Martinho", referiu Joaquim Teixeira, administrador da empresa.
Provido da mais recente tecnologia ao nível de equipamento médico, no novo hospital está garantida, segundo Pereira Magalhães, novo director clínico, "uma alta qualidade no tratamento e internamento dos utentes."
Pensado na linha dos hospitais da nova geração, o Hospital de S. Martinho - que vai criar 150 novos postos de trabalho - aposta nos conceitos de total mobilidade e conforto do paciente cada uma das 47 camas dos 27 quartos possui um monitor no qual serão introduzidos os dados clínicos do paciente, e que, ao mesmo tempo, se transforma num simples televisor, rádio e computador com ligação à Internet. Encontram-se em funcionamento os serviços de imagiologia, atendimento permanente, o centro de consultas e a unidade de fisioterapia.
A Administração aguarda agora pela licença do Ministério da Saúde para que possam entrar em funcionamento os serviços de internamento e cirurgia.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Terrenos no centro da cidade 'invadidos' por aterros ilegais
http://jn.sapo.pt/2008/02/04/porto/terrenos_centro_cidade_invadidos_ate.html
Milhares de toneladas de entulhos estão a ser depositadas, ilegalmente, em terrenos perto do centro da cidade de Valongo. Um deles, à face da A4 e da Avenida Dr. Fernando Melo, atingiu, em meia dúzia de anos, uma altura de cerca de
Ao enorme aterro de Lagueirões ou do Lugar da Ribeira, chega-se através da Avenida do Dr. Fernando, uma via sem saída da fantasmagórica Nova Valongo, ou passando debaixo do viaduto da A4, no prolongamento da Avenida das Descobertas. Para desespero do proprietário, José Augusto, que diz nada poder fazer para impedir os camiões de depositarem o lixo.
"É aí que costumam estar dois homens que cobram uma quantia aos camiões que despejam o entulho neste terreno, que se transformou num aterro ilegal. O lixo é tanto que se foi espalhando e já invadiu a minha propriedade. O meu terreno ficava no final de uma descida, agora já tenho de subir para chegar lá. Penso que o aterro terá
O cenário é desolador, com centenas de montes de entulho resultantes de obras. Telhas, pedaços de paredes, pedras de velhas casas, restos de sofás, de canalizações, de tudo um pouco ali se encontra. A cinco minutos do centro da cidade.
Maria José Azevedo, vereadora eleita pelo PS, considerou o terreno como "a zona de entulho da Área Metropolitana do Porto. Aqui deposita-se de tudo e impunemente".
A Autarquia confessa que esteve de mãos atadas. "O responsável pelos despejos tem dezenas de processos de contraordenação e dois processos-crime, mas não comparece
A solução irá passar pela "vedação do terreno, pela vigilância policial, pela elaboração de um plano de urbanização e pela admoestação dos donos dos terrenos".
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Futuro Parque Industrial em Alfena parte ao meio maioria PSD
http://www.avozdeermesinde.com/noticia.asp?idEdicao=134&id=4308&idSeccao=1233&Action=noticia
REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO
A reunião pública da Câmara Municipal do passado dia 24 de Janeiro registou um facto verdadeiramente insólito neste mandato. Quando se discutia uma Proposta de elaboração de alteração pontual do PDM de Valongo, de forma a contemplar a eventual futura instalação de um Parque Industrial em Alfena, a maioria dos vereadores do PSD absteve-se – numa votação idêntica à de toda a vereação socialista – deixando sós Fernando Melo e José Luís Pinto. Ainda assim, com dois votos a favor e sete abstenções, a proposta foi aprovada. A posição dos vereadores João Queirós, Miguel Santos e Mário Duarte, expressa em declaração de voto lida na reunião (ver ao lado) prende-se com a necessidade por estes entendida, de «assegurar a transparência e legalidade de procedimentos», impedindo a especulação imobiliária. A socialista Maria José Azevedo declarou em intervenção na altura, que subscreveria esta declaração dos vereadores do PSD.
| Fotos URSULA ZANGGER |
De resto, a agenda da reunião pública contemplava alguns assuntos diversos – processo disciplinar a um funcionário, atribuição de subsídio de transportes a alunos compulsivos e fixação dos valores das taxas para pedidos de admissão de comunicação prévia de obras –, e vários assuntos referentes a obras e serviços municipais (sinalização vertical e horizontal na Rua Humberto Delgado com a Rua da Formiga, em Ermesinde, e na Rua Manuel Arriaga, em Campo, a aprovação da aquisição de duas parcelas de terreno destinadas à abertura da Via Distribuidora da Zona Industrial de Campo. Assuntos estes que foram rapidamente aprovados, sem discussão de maior.
PERÍODO
DE ANTES
DA ORDEM
DO DIA
Mário Duarte respondeu ao vereador socialista quanto à questão da Estrada Municipal n.º 606, estranhando que só agora aquele tivesse dado por isso. E adiantou informações sobre contactos entre as Estradas de Portugal e a Brisa, visando, através do estabelecimento dos montantes definitivos das indemnizações a pagar, desbloquear o processo de avanço da Via Distribuidora que permitiria, definitivamente pôr fim à sobrecarga actual da 606, permitindo chegar a Sobrado sem passar por esta estrada municipal. Apesar de reconhecer que simples arranjos não resolveriam o problema, iriam ser feitos arranjos nesta estrada, pelo menos no sentido de os minorar.
José Luís Pinto respondeu quanto à questão da recolha do lixo, evocando o princípio comunitário do utilizador-pagador e “anunciando” que os munícipes iriam ter de pagar 100 % do custo da recolha do lixo. Como solução relativamente ao modelo actual, viam-se ou a possibilidade de diminuir o número de dias em que é feita a recolha, ou aumentar o número de postos de recolha de lixo enterrados. Ao que António Gomes comentou que tal deveria ser muito bem explicado, depois de se andar a dizer que a solução dos contentores não era boa do ponto de vista da higiene e saúde pública e que não tinha sido instituída uma cultura de as pessoas pagarem o lixo que elas próprias produziam. Recordou ainda o protesto, em Gondomar, precisamente sobre a forma da recolha dos lixos urbanos.
Fernando Melo usou da palavra para se interrogar sobre a capacidade da população portuguesa suportar os custos da recolha do lixo.
Não houve nenhuma intervenção do público.
A QUESTÃO
DA ALTERAÇÃO
PONTUAL
DO PDM
Segundo este, desenvolvidos que foram os contactos com a CCDRN, esta defendeu, em parecer, enviado à Câmara Municipal de Valongo, que se devia limitar a área em causa, alterando-se então só aí o PDM. Maria José Azevedo questionou se tal seria correcto, pois assim corria-se o risco de esquartejar o território em função de pressões pontuais de investidores, sem encontrar uma solução coerente.
Maria José Azevedo relembrou também que, para Alfena, o que estava previsto em termos de planeamento urbanístico era sobretudo a implantação de pequenas quintas, e questionou se essa perspectiva tinha sido abandonada, quando na altura tal tinha sido aprovado com o peso da unanimidade.
José Luís Pinto reafirmou essa perspectiva e sobre a questão das novas alterações do PDM não respeitarem a Reserva Ecológica nacional (REN), afirmou: «Respeitar a REN não significa manter a REN a 100%».
Esclareceu depois sobre os trâmites desta alteração, cujo primeiro passo seria, se aprovada nesta reunião, a permissão de alteração do PDM. Seguir-se-iam a elaboração da proposta de alteração – consultadas várias entidades, submetida a consulta pública, recolhidos os pareceres necessários –, que teria de voltar à Câmara. Ouvida de novo a CCDRN, seria, no final, remetida à Assembleia Municipal. A forma final da alteração poderia ser um Plano de Pormenor ou um Plano Urbanístico, ou outro instrumento que garantisse o planeamento.
Maria José Azevedo recomendou também à Câmara que o anúncio aos eventuais interessados se fizesse num meio de comunicação de dimensão nacional e visibilidade e não em órgãos locais gratuitos e de muito pouca difusão.
Alguns esclarecimentos finais, por parte de Fernando Melo, indicaram o nome do Prof. Paulo Pinho, da faculdade de Engenharia do Porto, como o novo responsável pelo estudo de revisão do PDM, o qual, também consultado sobre esta matéria, terá dado luz verde à proposta apresentada por José Luís Pinto.
Para dar informações mais precisas sobre as matérias em discussão foram chamados à sala os técnicos da Câmara, mas Maria José Azevedo acabou por se escusar a ouvi-los.