quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tribunal tem que "aguentar" até 2011

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Valongo&Option=Interior&content_id=1147419

MARTA NEVES

O tribunal de Valongo, que segundo vistorias "não reúne as condições mínimas de segurança", vai continuar no mesmo edifício. Pelo menos até 2011, altura em que ficarão prontas as novas instalações.

A informação foi dada ontem, ao JN, pelo Ministério da Justiça que adiantou por escrito que "já foram abertas as propostas para a construção do novo tribunal de Valongo", estando previsto que "o novo campus vai concentrar num só espaço o Tribunal de Comarca com quatro juízos, o Tribunal de Trabalho com um juízo, as conservatórias do Registo Civil, Predial e Comercial, bem como estacionamento".

Porém, a previsão de conclusão da obra, mesmo com a "adjudicação a decorrer nas próximas três semanas", só acontecerá em 2011, "mantendo-se, até lá, o tribunal a funcionar nas mesmas instalações", sublinhou o ministério da Justiça, que assegurou que "o Instituto de Gestão das Infraestruturas da Justiça está a fazer uma monitorização atenta e permanente da situação do edifício".

De lembrar que o Bloco de Esquerda (BE), a 29 de Janeiro, questionou o Ministério da Justiça sobre a situação do tribunal de Valongo, denunciando as "condições inadmissíveis" em que este funciona.

Já depois disso, a deputada do BE, Helena Pinto, enviou uma carta ao presidente da Assembleia da República (no passado dia 13) , dando conta de um relatório de uma peritagem requerida pela Câmara de Valongo, onde era revelada "a existência de fissuras que indicam cedência da laje sob acção das cargas do segundo andar".

"Este edifício não reúne, portanto, as condições mínimas de segurança, estando em perigo de derrocada iminente", escreveu o BE, salientando que "este episódio reforça a necessidade da construção de um espaço próprio e adequado para o tribunal de Valongo".

Perante a situação de risco do tribunal, o BE considera ainda que "os funcionários e utentes do tribunal de Valongo estão em risco", pelo que é "urgente encontrar, de imediato, um espaço alternativo para o seu funcionamento".

De lembrar que o JN já noticiou que o novo tribunal de Valongo, cujas obras começam ainda este ano, vai nascer de mais uma pareceria público/privada. O edifício será construído por uma empresa, que passará a receber uma renda do Estado pela ocupação do imóvel.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

BE alerta para risco de ruína do tribunal

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DORA MOTA

Juízes, advogados, utentes do serviço de Justiça, Autarquia e partidos políticos já diversas vezes lançaram alertas sobre as más condições do Tribunal de Valongo. Todavia, uma vistoria recente da Câmara Municipal terá detectado uma situação de derrocada iminente do segundo piso do edifício onde o tribunal funciona, levando o Bloco de Esquerda a pedir a intervenção urgente do Ministério da Justiça.

Uma peritagem requerida pela Autarquia sobre as condições de segurança do edifício revelou a existência de "fissuras que indiciam cedência da laje sob acção das cargas do segundo andar", alertou o BE, que pede ao ministério da Justiça um espaço alternativo com urgência e questiona sobre quando começará a ser construído um novo tribunal.

Em Maio do ano passado, a Concelhia do PS anunciou ter obtido do secretário de Estado da Justiça a garantia de que o tribunal teria novas instalações, por via de uma parceria público-privada.

A Ordem dos Advogados já tinha alertado em comunicado, no ano passado, para "o risco de derrocada das placas do segundo piso, devido ao peso excessivo dos processos amontoados no tribunal e das pessoas que diariamente apinham o tribunal".

Os alertas sucessivos coincidem: a sala de espera é o passeio, as escadas estão sempre cheias de gente, os processos acumulam-se (são, aliás, visíveis do exterior pilhas deles nas janelas) e não há casas de banho para visitantes. Além do mais, os presos esperam na garagem, entre ratos, assinalaram ainda os advogados.

Tribunal chumba contratos de três obras já em curso

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Construção das escolas da Estação e do Valadoe renovação da escola da Bela são processos em causa

HUGO SILVA

Os contratos para a construção das escolas da Estação e do Valado, em Valongo, e para a requalificação da escola da Bela, em Ermesinde, três obras que já estão em curso, foram chumbados pelo Tribunal de Contas.

Em causa está, sobretudo, o desrespeito pela legislação referente aos concursos públicos. Segundo o Tribunal de Contas, a Câmara de Valongo já tinha sido alertada, em acórdãos anteriores, para as irregularidades em questão, pelo que a persistência no incumprimento pode dar mesmo origem a sanções financeiras. As multas podem variar entre metade do vencimento líquido mensal e metade do vencimento líquido anual dos responsáveis.

Contactada pelo JN, a Câmara Municipal de Valongo, através do Gabinete de Imprensa, diz-se convicta da legalidade dos processos e espera que os recursos apresentados garantam o visto aos três contratos. Entretanto, as obras vão prosseguir.

No caso da escola da Estação, adjudicada à "Costeira Empreiteiros", os juízes-conselheiros apontam várias irregularidades: a exigência das empresas candidatas possuírem certificado de empreiteiro de obras públicas com a classificação de empreiteiro geral de construção tradicional, a especificação das marcas de materiais e equipamentos a usar nos trabalhos, o preço das cópias do processo e a falta de cabimentação no orçamento municipal.

As falhas - designadamente a exigência quanto à habilitação do empreiteiro e o preço dos dossiês do concurso - repetem-se nos processos das escolas da Bela (adjudicado à QT - Construção e Engenharia) e do Valado (entregue à Lúcio da Silva Azevedo & Filhos) . Neste caso, ainda se faz referência, uma vez mais, a problemas com a cabimentação do investimento no orçamento da Câmara Municipal de Valongo.

Nesse contexto, o Gabinete de Imprensa da Autarquia recordou que o Município ainda não tem orçamento para este ano. Após dificuldades na aprovação do documento no Executivo, só ontem à noite iria ser levado à Assembleia Municipal. Apesar das críticas apontadas pelos juízes-conselheiros, a Câmara de Valongo reitera a sua convicção da legalidade dos procedimentos efectuados.

No entendimento do Tribunal de Contas, as irregularidades detectadas nos processos levaram a que houvesse uma eventual restrição do universo das empresas interessadas nas obras, o que põe em causa os resultados dos concursos públicos.

A construção da escola da Estação foi adjudicada por 935,3 mil euros, a da escola do Valado foi entregue por 1,5 milhões de euros e a requalificação e ampliação da escola da Bela representa um investimento de 584,8 mil euros.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Vendedores querem feira no centro

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2009-02-16

CARLA SOFIA LUZ

A Associação de Feirantes do Distrito do Porto reclama o regresso da feira semanal ao centro da cidade de Valongo. Desde Agosto de 2003 que as bancas trocaram, por decisão da Câmara, o Largo do Centenário pelo apeadeiro do Susão.

A transferência gerou polémica há mais de cinco anos e, agora, são os comerciantes do coração do concelho que sublinham as saudades dos tempos de convivência entre o comércio tradicional e os pregões da feira. Como noticiou o JN, os lojistas garantem que as obras de remodelação não trouxeram mais clientes. A saída da feira trouxe o marasmo. Uma observação que é rejeitada pela Autarquia de Valongo, lembrando o investimento de 2,5 milhões de euros num local outrora degradado e com fraca iluminação que só era usado como parque de estacionamento e pela feira.

"O sucesso desta requalificação é comprovado, facilmente, pela elevada frequência da população, sobretudo à noite e ao fim-de-semana. O Largo do Centenário é um local apetecível, esteticamente agradável", sublinha, em comunicado, o Município, dando como exemplo a abertura de três unidades hoteleiras na zona. Os argumentos não convencem os lojistas nem os feirantes.

O actual presidente da Associação de Feirantes do Distrito do Porto, Joaquim Santos, entende que o poder político deve ouvir a vontade do povo e promover o retorno da feira ao centro da cidade. Nesse sentido, irá solicitar o agendamento urgente de uma reunião com a Câmara de Valongo para discutir essa possibilidade.

"Se é a população a pedir, não faz sentido que o poder político não ouça a voz do povo. As pessoas estão infelizes e pedem o regresso. Gostávamos de voltar à origem ou para um local mais próximo possível do Largo do Centenário", indica o líder da associação, que pretende ser um parceiro na deslocação com novas regras.

"O dia de feira [ao sábado de manhã] traz muita gente. A associação está disponível para encontrar uma solução viável e uma localização próxima do centro da cidade. Por que não voltar à origem se é isso que o comércio local precisa?", acrescenta. Caso a Autarquia rejeite a ocupação semanal do Largo do Centenário, Joaquim Santos sugere a instalação da feira no parque de estacionamento à superfície.

O presidente da associação distrital lembra que também os feirantes beneficiam da proximidade do comércio tradicional. As pessoas aproveitam a visita às feiras no centro das cidades para realizarem outras tarefas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Praça renovada está "morta" para comércio

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Comerciantes queixam-se que reabilitação do Largo do Centenário os deixou sem clientes

2009-02-12

MARTA NEVES

O Largo do Centenário, em Valongo, "está morto". É a convicção dos comerciantes da zona que, depois da remodelação da praça, em 2004, se queixam da falta de clientes. Câmara desvaloriza críticas e fala em "crise generalizada".

"Quando para aqui vim há seis anos, tinha a expectativa de o negócio correr muito bem. No entanto, saiu tudo ao contrário, contou, ao JN, João Pedro Melo, que está à frente do negócio de família no ramo da fotografia, e que procurou no Largo do Centenário "sair do marasmo a que estava remetida a loja, com mais de 40 anos, na Praça Machado dos Santos". "Este local deve ser o mais bonito de Valongo. E, no entanto, abandonado desta forma dá a impressão que é a aldeia mais próxima do Porto", acrescentou o jovem empresário.

Contactada a Câmara de Valongo, fonte da autarquia valorizou "a intervenção" no Largo do Centenário [onde foram gastos 2,5 milhões de euros, por via de um concurso de concessão a uma empresa privada] que transformou o local como um dos mais bonitos da cidade, dotando-o, para esse efeito, de infraestruturas. Nomeadamente de um parque de estacionamento subterrâneo, que permite que as pessoas possam comodamente deixar os carros enquanto vão às compras".

Mas, a opinião generalizada da população é de que a praça ficou "muito a perder com a saída da feira para debaixo do apeadeiro de Suzão", como confirmou o morador Manuel Padilha quando falou do actual "marasmo" em que se encontra o local, dando como exemplo o abandono "de um edifício emblemático da cidade, o antigo quartel dos bombeiros".

"É uma vergonha que a autarquia deixe que um edifício centenário chegue àquele estado de degradação, cheio de ratos, e com toxicodependentes", descreveu Manuel Padilha (ler texto ao lado).

Também José Gonçalves Pereira, comerciante no Largo, lastima as "condições miseráveis" a que chegou o espaço que também já foi um cine-teatro, recordando com "saudade" os tempos em que chegou a frequentá-lo.

"A renovação do Largo foi a morte do centro de Valongo", acrescentou o ourives, criticando o facto de a rua pedonal não facilitar as cargas e descargas dos comerciantes. "Em 2006, pedi um comando para ter acesso à zona pedonal e, assim, levar mercadoria para a loja. Até hoje, não tive resposta. A a minha casa é uma ourivesaria, porque se fosse uma residencial já tinha uma dúzia de comandos", desabafou José Gonçalves Pereira.

Já Licínio Marques, que viu o negócio dos pneus "perder clientela em cerca de 75%", recordou que "a feira trazia povo", enquanto que "agora ninguém vem aqui fazer compras".

No entanto, para a Autarquia "não fazia sentido" que a feira continuasse a ser feita no Largo, de uma forma "pouco digna", preferindo priveligiar a animação que a praça ganha durante o Verão com exemplos como "as marchas populares" ou o evento "Valongo a cantar".

Mesmo assim, o discurso de Manuel Padilha, morador em Valongo, é de desânimo: "No Largo há cafés que já tiveram de ser trespassados, porque ninguém vem passear para aqui. Nem os idosos que têm mais tempo vêm, porque os bancos não têm costas".

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CCDRN não quer indústria em zona de solo rural

Câmara insiste em criar parque industrial emAlfena e tenta alterar parecer, que diz não ser vinculativo
2009-01-28
REIS PINTO http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Valongo&Option=Interior&content_id=1122181

A CCDRN manifestou-se contra a criação de uma zona industrial em Alfena. Um parecer que a Câmara diz não ser vinculativo, embora a Oposição afirme ser o fim do projecto, que iria ocupar 50 hectares de solo rural.
Para viabilizar a criação da Zona Industrial (ZI) de Alfena (localizada junto a um nó de saída da A41) a Câmara de Valongo aprovou, em Janeiro do ano passado, uma alteração ao Plano Director Municipal (PDM), uma vez que o terreno está classificado como de Floresta de Produção e Reserva Ecológica Nacional (REN). A proposta, apresentada pelo presidente da Câmara, Fernando Melo (PSD), gerou polémica, pois três vereadores social-democratas abstiveram-se.
A vereadora Maria José Azevedo congratulou-se com a posição da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, que defendeu ser vinculativa, e reafirmou que "não fazia sentido uma nova área industrial, sobretudo em zona florestal, quando há zonas com disponibilidade para instalar essas e outras actividades".
"O parecer só veio confirmar as nossas certezas e a dos outros vereadores. A excepção que a Câmara queria abrir [desafectação de cerca de 23 hectares de áreas integrantes da REN] não estava devidamente fundamentada e era preocupante, pois constituía um precedente que, felizmente, a CCDRN não deixou passar", afirmou a vereadora. Maria José Azevedo referiu, por outro lado, que o regulamento do PDM de Valongo "tem uma cláusula de excepção que permite uma enorme discricionariedade na alteração do uso do solo. Já lançámos um repto para que, em sede de revisão do PDM, as excepções sejam muito bem definidas".
Entendimento diferente tem o vereador do Urbanismo e Ambiente da Câmara de Valongo, José Luís Pinto, que revelou estar agendada, para breve, uma reunião com a CCDRN e que a autarquia "não abdica da zona industrial".
"A comissão emitiu um parecer desfavorável. No âmbito das alterações ao PDM, só as câmaras têm poder para decidir, embora a comissão tenha de ser ouvida. Podíamos ter avançado mesmo assim ou pedir uma reunião de concertação, que foi o que fizemos. E nesse encontro vamos justificar a razão pela qual consideramos que a instalação da área industrial não vai contra o bom ordenamento do território", defendeu José Luís Pinto.
A CCDRN sublinha, no parecer, que existem no concelho "duas zonas industriais muito pouco ocupadas". A Comissão defendeu que, caso a Autarquia justifique a alteração ao PDM, "deverá incluir a reclassificação em solo rural das áreas industriais desocupadas ou, eventualmente, serem reduzidas ao mínimo indispensável".
"As zonas existentes têm fracas acessibilidades. Os investidores querem implantar-se entre Alfena e Sobrado. O Banco Santander continua interessado no investimento e vai elaborar uma carta de compromisso. Alfena vai ter a sua área industrial e já há empresas interessadas. Daí a nossa urgência, tanto mais que estão em jogo nunca menos de 600 postos de trabalho", sublinhou o vereador.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Moradores de Alfena criticam "isolamento"

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Congestionamento de tráfego da A41 provoca vários protestos

00h30m

MANUEL VITORINO

Uma "obra mal feita" assim classificam alguns moradores e comerciantes a reconversão urbana da EN 105, em Alfena, Valongo. A Câmara responde com uma frase certeira: "As críticas escondem motivações políticas".

Os estudos foram elaborados pela Câmara de Valongo e aprovados pela empresa Estradas de Portugal (EP). Objectivo apontado: permitir maior fluidez do tráfego aos utilizadores da EN 105 (Rua 1º de Maio) e criar melhores acessibilidades aos moradores e comerciantes da malha urbana de Alfena.

O projecto custou cerca de meio milhão de euros e, entre outras obras, englobou a construção da rotunda da A41 (Porto/Vila Real) por onde, diariamente, circulam milhares de veículos. A polémica começou aqui e, em ano de eleições, ganhou maior acuidade.

"A rotunda é a porta de entrada no concelho. A Câmara de Valongo esqueceu-se das saídas para o interior urbano e a obra não traduz a mobilidade desejada para quem aqui vive e trabalha", sustentou, ao JN, o empresário Paulo Rocha Gomes.

Olhando para a "obra incompleta" a moradora Ana Macedo deu conta dos "tempos infintos" que, diariamente, gasta nas viagens entre a residência e as compras ao supermecado ou na simples ida ao café. "Para percorrer cerca de mil metros gasto mais de dez minutos de carro. É o pára-arranca constante. A rotunda está sempre congestionada", diz, sem antes aludir ao facto do nó viário servir de distribuidor do "imenso tráfego" para diferentes locais, como Ermesinde, S. Pedro de Fins, Santa Cristina e Alfena.

A estudante Joana Ferreira Gomes alude a questão do "isolamento" para criticar a opção feita: "Toda a zona comercial está num beco sem saída. Os camiões de carga e descarga saiem da A41 e entopem todas as vias de circulação. Tenho um vizinho portador de deficiência e gasta tempos infinitos para satisfazer as suas obrigações diárias. A obra foi mal concebida e planeada", garante.

Há mais vozes de protesto, mas nem todos dão a cara. "Com receio de chatices", garante um deles que, não só defende uma "via única" para a circulação de camiões, como classifica de "difícil" a coabitação entre o parque industrial, zona residencial e comercial. Porém, toda a gente está de acordo num ponto: a vila "cresceu muito" nos últimos anos e como tal, a Câmara de Valongo devia criar as estruturas adequadas ao desenvolvimento económico e empresarial de Alfena.

"O projecto foi aprovado pela Estradas de Portugal e depois foi reformulado. As questões relacionadas com estacionamento, larguras das faixas de rodagem e localização dos separadores foram resolvidas. Mas não podíamos passar a vida em alterações. Durante muito tempo, gerimos uma série de conflitos entre moradores e comerciantes", referiu Mário Duarte, vereador.

Em declarações ao JN, o autarca discorda das críticas formuladas e prefere, antes, relacionar a polémica criada devido à agitação política e partidária de Alfena. "Só motivações políticas podem explicar a polémica. A vila de Alfena vive uma situação complexa", reconheceu, sem antes garantir o facto da rotunda da A41 ter "grandes dimensões" e como tal, não provocar congestionamentos.

Apesar de não atender às reclamações dos munícipes, o vereador Mário Duarte concordou, entretanto, na necessidade da Câmara de Valongo pensar na construção de outra via estruturante, desta vez, destinada a escoar o tráfego entre a vila de Alfena e as freguesias de Ermesinde e Valongo. "Ainda estamos na fase das ideias, dos estudos comparativos e procurar alternativas.Temos de ser cautelosos", concluiu.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Refer investe no eixo Contumil-Ermesinde

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1071312

00h30m

A Refer anunciou, esta terça-feira, a duplicação (duas para quatro vias) da linha do Minho, no troço compreendido entre Contumil e Ermesinde. Quando a obra estiver concluída, a Refer prevê a supressão de todas as passagens de nível.

Para já ainda não há prazos de início da obra, tempos de duração e qual o valor do investimento. Sabe-se que o projecto representa uma velha aspiração sempre adiada e reclamada pelos utentes e milhares de passageiros que, sobretudo, nas suas viagens pendulares (casa/emprego e vice-versa) têm de esperar longos períodos de tempo pelos comboios. Com uma agravante: nas horas de ponta são obrigados a viajar sem lugar sentado, na maior parte dos casos em carruagens sobrelotadas entre as estações de Contumil, na parte oriental da cidade do Porto e Ermesinde, uma das freguesias mais populosas do concelho de Valongo.

Agora, a Refer- Rede Ferroviária Nacional prevê a construção de duas novas vias entre as duas estações de forma a aumentar a capacidade do troço Contumil e Ermesinde. "Hoje em dia está praticamente esgotada", reconhece o comunicado da Refer.

Na mesma nota à Imprensa, a empresa admite que o investimento irá "permitir uma mais vasta e diversificada oferta de transporte nas linhas do Minho" e adianta que a mesma irá contribuir para a "melhoria da pontualidade dos comboios". O estabelecimento de melhores ligações a duas vias fundamentais e de grande atractividade para a Região Norte, ou seja, as linhas de Guimarães e do Douro, estão contempladas nos melhoramentos.

Uma vez que a duplicação da linha irá ter efeitos nos apeadeiros de Rio Tinto e Águas Santas (na zona da Palmilheira) a Refer prevê, igualmente, a remodelação das duas obsoletas estruturas há vários anos desajustadas da realidade. Neste contexto, serão construídas novas plataformas de passageiros, dotadas de novos abrigos de comunicações desniveladas, de forma a permitir a mobilidade de pessoas portadoras de deficiência e a criação de parques de estacionamento. Em Rio Tinto, será, ainda, criada uma ligação pedonal à estação da Lourinha, de forma a permitir melhores acessos à futura linha do metro para Gondomar.

Venda de casas diminuiu cerca de 10% em 2008

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1071355

Associação do sector imobiliário argumenta que quase 80% das famílias já têm casa própria

00h30m

VIRGÍNIA ALVES

O sector da mediação imobiliária também já começou a sentir a crise. Durante o ano passado, o volume de vendas diminuiu e os profissionais do sector não têm muitas expectativas em relação ao mercado para 2009.

"Foi um ano difícil". Uma frase já dita por muitos e agora repetida pelo presidente cessante da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) que reforça a frase com números: "Em 2007, venderam-se em Portugal 209 mil prédios urbanos, no ano passado, esse número ficou-se pelos 190 mil, uma redução de cerca de 10%", disse José Eduardo Macedo.

Nestes números totais do mercado, quase 90% correspondem à venda de habitação. "A venda de escritórios e lojas não é significativo no mercado, tem muito pouco peso", referiu.

No entanto, José Eduardo Macedo garante que esta evolução negativa "era expectável. Não se trata apenas de uma consequência da crise".

Para exemplificar esta descida como algo "natural", recorda a década de 90, em "que se vendiam mais de 300 mil imóveis por ano. A partir dessa altura, os números foram descendo, até porque ter casa já não é uma primeira necessidade, isto porque, cerca de 80% das famílias portuguesas já têm casa própria".

A reabilitação de imóveis "será o futuro, tal como acontece na Europa", referiu o futuro presidente da APEMIP, Luís Lima, lamentando que "ainda se faça muito pouco em Portugal e só mesmo em Lisboa e no Porto".

José Eduardo Macedo concorda, acrescentando que se "assiste hoje a uma mudança com a diminuição da construção e apostando mais na sua reabilitação", que hoje, diz com alguma satisfação, "já atingiu os cerca de 10%".

A recuperação do edificado poderá também alavancar o sistema de arrendamento no país, frisou José Eduardo Macedo. "Os edifícios estão degradados porque o Estado transformou os proprietários em agentes sociais, com rendas muito baixas e apoiando legalmente os profissionais de incumprimento, que pagam dois meses de renda e conseguem ficar na casa durante quatro anos sem pagar nada", salientou o presidente da APEMIP.

Defende, portanto, a "desjudicialização do despejo por não pagamento de renda, o que reduziria em muito o risco de colocar casas no mercado para arrendar".

Por outro lado, lamenta que ainda não exista legislação efectiva sobre os Fundos de Investimento para Arrendamento e as Sociedades de Investimento Imobiliário para Arrendamento, que considera muito positivos.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Urgência reabre ampliada após sete meses de obras

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Valongo&Option=Interior&content_id=1069792

Serviço, que trata em média 200 utentes por dia, deixou contentores e aboliu os papéis

2009-01-10

CARLA SOFIA LUZ

A Urgência do Hospital de Nossa Senhora da Conceição de Valongo deixou os contentores, após sete meses de obras de reconversão e de ampliação. Aboliu os papéis e tem melhores condições para tratar os 70 mil pacientes anuais.

Com uma área de influência que abarca cerca de 280 mil habitantes dos concelhos de Valongo e de Gondomar (também recebem moradores da Maia e de Paredes), a unidade hospitalar supriu a sua maior carência: a falta de espaço para dar assistência aos doentes que acorriam à Urgência. Hoje, o problema já não se coloca. O serviço trata, em média, 200 pessoas por dia - embora, no últimos mês, com o aumento de número de gripes passou para 260 tratamentos diários -, o que corresponde a 70 mil pacientes num ano.

A intervenção, que orçou 1,8 milhões de euros financiados por fundos estatais e comunitários, criou um acesso exterior à Urgência independente ao das consultas, além de reformular toda a área interna do serviço. Em simultâneo, investiu-se um milhão de euros na informatização do hospital, acabando com os papéis no serviço de Urgência. No futuro, a ambição da Administração, liderada por José Luís Catarino, é estender a todo o hospital. "Quando chega à Urgência, o doente é fotografado à entrada", explica. Feita a triagem, o utente é recebido pelo médico que lê as informações sobre o paciente na ficha disponibilizada na rede interna.

Se forem pedidas análises ou radiografias, os resultados serão colocados nessa ficha informática. Aliás, já não se utilizam películas nem reveladores para o raio x no Hospital de Valongo. Uma poupança importante para as contas da unidade e para o Ambiente.

O médico pede a radiografia nas consultas externas ou na Urgência. O doente é encaminhado para o raio X e, logo que é tirada, o resultado fica disponível na rede interna, podendo ser vista pelo computador. A qualidade de imagem é muito superior, ao ponto de pequenas fissuras em ossos que não eram visíveis nas películas agora serem detectáveis. Facilita o diagnóstico e, no momento de deixar o hospital, o paciente leva um CD com o exame.

O serviço de Urgência de Valongo trabalha directamente com o do Hospital de S. João, no Porto. Se um doente chega em paragem cardio-respiratória, é estabilizado na unidade de Nossa Senhora da Conceição - a sala de emergência possui todas as condições de reanimação -, sendo transferido para o Porto já monitorizado.

Os projectos para 2009, que pode ser o ano da transformação da unidade em empresa pública, contemplam a criação de um hospital do dia, que se destina, sobretudo, a doentes crónicos que precisam de tratamento frequente (os pacientes chegarão de manhã e, findo o tratamento, regressam a casa); de mais 24 camas de internamento na nova Enfermaria; e outra sala de bloco para Cirurgia do Ambulatório. Em três anos, a "actividade cirúrgica cresceu 280%", garantiu José Luís Catarino, acompanhado pelos restantes membros da Administração, Ilídio Lobão e José Ribeiro.

Em 2005, fizeram-se 625 cirurgias, enquanto, no ano passado, contabilizaram-se 1770, sendo 48% de cirurgias do Ambulatório. José Ribeiro garante que o hospital pode receber pessoas fora da área de referência (Valongo e Gondomar), pois a lista de espera nesse tipo de cirurgia é praticamente inexistente. "As pessoas têm de inscrever-se nas consultas no hospital e poderão ser operadas em oito a 15 dias", conclui.